ARREFECIMENTO

radiadorSistema de Arrefecimento

O motor de seu carro, como qualquer outro motor à explosão, produz calor e precisa ser resfriado. O encarregado de manter a temperatura no ponto ideal é o sistema de arrefecimento. Ele é composto pelo radiador, válvula termostática (mede a temperatura da água), ventoinha, vaso de expansão (a água, quando quente, aumenta de volume e precisa de um espaço extra, caso contrário o radiador explodiria), bomba d’água e mangueiras.

A água contida no radiador sofre pressão pela bomba d’água e, através de ranhuras localizadas no motor, reduz sua temperatura. A água quente retorna ao radiador (que obrigatoriamente fica em contato com o ar) sendo então resfriada.
Quando o carro está ligado e parado (um congestionamento, por exemplo) a ventoinha (uma espécie de ventilador) entra em ação e resfria a água.

Sendo assim, qualquer problema com estes componentes causará um superaquecimento que poderá levar até à fundição do motor. Confira algumas dicas para manter seu carro de “cabeça fria”.

Deve ser verificado se o sensor (cebolão) do radiador está funcionando adequadamente. Sem ele, a ventoinha não será acionada quando o motor estiver quente e o carro parado, ou movendo-se devagar. Assim, o risco de superaquecimento durante os congestionamentos será bem maior.

As tampas do vaso de expansão e a do próprio radiador devem estar livres de ferrugem, para manter o sistema com a pressão estabelecida pelo fabricante. Se estiverem danificadas, troque-as para que líquido não ferva com facilidade.

O radiador deve estar sempre limpo, com as aletas de refrigeração desobstruídas. Limpe-o por fora com ajuda de um pincel e com água corrente em direção à grade dianteira. Se houver partes danificadas, o radiador deve ser trocado

As mangueiras não podem ter rachaduras e sempre devem estar flexíveis. Se estiverem inchadas e ressecadas, troque-as para não correr o risco de ter um vazamento. As braçadeiras enferrujadas também devem ser substituídas para evitar o mesmo problema.

Verifique o estado da válvula termostática, responsável por manter a temperatura ideal de funcionamento do motor, controlando o fluxo do líquido de arrefecimento. Sem ela, os motores mais modernos gastam mais e perdem rendimento, já que a unidade de controle de injeção eletrônica, informada pelo sensor de temperatura, vai enriquecer a mistura, causando falhas por excesso de combustível injetado na câmara de combustão.

O líquido do sistema deve estar sempre no nível máximo do vaso de expansão e conter 20% a 50% de aditivo à base de etilenoglicol, de boa procedência. É recomendável trocar o líquido de arrefecimento anualmente, ou a cada 30 mil km. Sem o aditivo na proporção certa, a água evapora mais rapidamente, além de enferrujar a válvula termostática e a bomba d’água. Se o líquido estiver sujo, deve ser substituído, sem esquecer de fazer a limpeza de todo o sistema, e não apenas do reservatório.